4 Coisas que os outros não podem (nem devem) fazer por ti

by - 10:30:00

Há muito que um companheiro, um filho, uma amiga ou uma mãe podem fazer por nós. Eles podem apoiar-nos, amar-nos, confiar em nós, podem fazer-nos sentir importantes, apreciadas. E nós precisamos desses sentimentos, eles ajudam-nos a ser pessoas melhores, para eles e para nós mesmas. 

Mas as rédeas da nossa vida serão sempre nossas, as escolhas com que nos debatemos todos os dias, terão de vir de nós mesmas. Nós somos responsáveis por nós, pelo nosso bem estar, pelas nossas emoções. 

Está na altura de aceitar essa responsabilidade.

Photo by Raychan on Unsplash

Amares-te
Diz-se por vezes, e principalmente de forma poética, que precisamos de outra pessoa para sermos seres completos, que só ao sermos amadas, vivemos realmente o sentido da vida. E resulta muito bem nas canções de amor, nos dramas de domingo à tarde, na poesia lírica. Mas na vida real, é injusto e um tanto cruel, por nas costas de outra pessoa o amor que devemos sentir por nós, a felicidade que podemos atingir ao gostarmos da nossa companhia, ao sermos atentas e ternas para connosco. Amando-nos primeiro somos mais capazes de amar o outro. E se por fim não houver alguém com quem partilhar a vida, o facto de te amares independentemente disso, fará de ti alguém que nunca estará sozinha.

Ter mais conhecimento
Aprendemos com os outros todos os dias, é um facto. E isso é bom, é natural e é algo que não deves descurar. Mas não podes estar à espera que alguém se sente na tua frente e te ensine tudo o que não sabes, o que queres saber ou o que não sabes que queres saber. O teu cérebro precisa de alimento contínuo e é obrigação tua, até de forma preventiva, fornecer-lhe esse alimento. Ler um livro, assistir a uma palestra, procurar activamente informação específica num motor de busca (ao invés de vegetar nos facebooks da vida), tudo isso te trará conhecimento e por acrescento, valor.

Photo by Icons8 team on Unsplash

Ter disciplina
A mãe acordava-nos para a escola, alguém partilhava os apontamentos, o irmão levava os sacos, a avó fazia o jantar. De estas e outras tantas maneiras, numa maior ou menor escala, já tivemos pessoas a fazer o trabalho por nós. E como somos criaturas de hábitos, gostámos disso. Mas crescemos e precisamos ter horários, regras, tarefas e muita disciplina para conseguir fazer aquilo que temos obrigatoriamente de fazer, aquilo a que nos propomos voluntariamente e o que nos pedem para fazer e acedemos. A disciplina para priorizar e cumprir os nossos objectivos só pode vir de nós.

Tomar decisões difíceis e definitivas
Pedir conselhos é a coisa mais natural do mundo. Aquilo que tens de perceber, ao enfrentares uma decisão difícil e da qual não poderás voltar atrás, é que a pessoa a quem estás a pedir aconselhamento (não me refiro a um profissional de saúde mental, claro), to dará tendo sempre a sua própria experiência de vida como ponto de vista. Ela pode ter empatia suficiente mas haverá sempre algo que é muito teu e que guardas a sete chaves, que não fará essa pessoa ter uma opinião completamente informada. A única pessoa que tem toda a informação que precisa para tomar aquela decisão, és tu. Só tu podes dizer se aquele é o melhor caminho para ti e, caso se descubra que não é, só tu podes saber se conseguirás lidar com as consequências de uma decisão mal tomada. Conta com os outros para te apoiarem independentemente do caminho que seguires, nunca para trilharem o caminho por ti.



Pronta para seres a tua própria guia?

You May Also Like

0 comentários