#FocaNaPessoa

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 Sonhamos com o que o outro tem, seja em matéria de relacionamentos ou de bens materiais. Com a atenção que recebe e com o quanto é admirado, idolatrado. Passamos dias inteiros a sonhar acordados e a pensar no que faríamos se ganhássemos a lotaria, se perdêssemos uma batelada de quilos, se fossemos famosos... Deixámos de viver e apreciar as nossas vidas para escarafunchar a última novidade da vida de uma pseudo celebridade qualquer e sofreremos e rimos como se aquela vida estranha ao nosso organismo, nos fosse oxigénio dos próprios pulmões. Não é.

 Muitas vezes, é a solidão que dita este comportamento, não sabemos conversar uns com os outros, não sabemos por onde começar quando finalmente encontramos alguém com quem nos identificamos e que queremos ter como amigos. Ninguém disse que era fácil. Vivemos sozinhos por entre as multidões de gente que nos rodeia e criamos mecanismos de defesa contra intrusos, as pessoas conseguem ser muito vis umas para as outras e a confiança natural é substituída pela desconfiança total. 

 Então como podemos melhorar este estado de viver?

 Percebendo que o ser humano nunca está contente, somos um projecto inacabado em constante evolução. Que todos temos algo nas nossas vidas que outros gostariam de ter/ser/sentir. Que podemos viver sem ser através da vida de outra pessoa. E que podemos sempre melhorar o que temos mas devemos apreciar isso que já temos pelo seu valor correcto.

 Sejamos realistas em relação a nós mesmos, ao quanto de bom, mediano e mau somos e vivemos. Contas feitas, vamos nutrir o que é bom para que fique melhor; desistir, adiar acção ou investir no que é mediano e por fim, vamos encontrar uma solução para dar fim ao que é mau, sendo honestos na nossa quota-parte de culpa e responsabilidade do estado actual e engajando medidas a curto, médio e mesmo longo prazo para que todos os dias, esse mau diminua um pouco.

 Investir em nós mesmos é das melhores coisas a fazer nesta vida. E depende apenas de nós e da nossa capacidade de acreditar em nós mais do que acreditamos nas personagens glorificadas nas revistas e nos ecrãs coloridos. Depende de focarmos na pessoa mais importante de todas: nós.

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